abono salarial 2019

Foto: reprodução internet Pagamento do Abono/PPR deve ser feito a todos os trabalhadores

de empresas de radiodifusão e Televisão na folha de pagamento de julho

 

Está acordado em Convenção Coletiva de Tabalho (CCT) para pagamento até a folha de julho, os valores destinados ao abono salarial e ao Programa de Participação nos Resultados (PPR) de todos os trabalhadores de empresas de Radiodifusão e Televisão no estado de São Paulo.

Como todos os anos os radialistas no estado de São Paulo, tem através de seu acordo coletivo, o recebimento de abono salarial, destinado aos trabalhadores de empresas sem fins lucrativos e o PPR, o percentural de 50% do salário para as demais empresas. Isso não quer dizer que as empresas estão proibidas de já fazerem o pagamento, pois o índice do INPC, usado como referência de reajuste, já saiu no mês de maio deste ano. Algumas empresas, inclusive, já fizeram o pagamento aos seus trabalhadores.

Excepcionalmente este ano, o Sindicato Patronal tentou condicionar o pagamento do Abono e PPR a assinatura da Convenção Coletiva apresentada no início das negociações como condicionante de pagamento. O que não cabe, nem moralmente, nem legalmente essa tentativa. O fato é que, os benefícios já estavam garantidos desde 2016, quando a Convenção Coletiva de Trabalho dos Radialistas foi assinada por dois anos. Só faltava a apresentação do índice de referência de reajuste, que já ocorreu a partir de 1º de maio de 2018. Por conta disso, o Sindicato dos Radialistas realizou diversas assembleias no estado, para aprovação do índice a ser usado como reajuste no abono/PPR. Portanto, as empresas que não queiram serem usadas como manobra política do Sindicato Patronal, certamente estarão de fora de ações coletivas, a serem movidas pelo Sindicato dos Radialistas se não cumprirem com o que foi acordado.

Para isso os trabalhadores que não tiverem o pagamento dos benefícios (abono/PPR) na folha de julho, devem comunicar o Sindicato dos Radialistas para providências. Somente a organização e a proximidade com sua entidade de classe fará com que os trabalhadores da categoria tenham seus direitos respeitados.

Acompanhe abaixo trechos da convenção coletiva que trata do assunto, bem como do índice apresentado nesse mês de maio para reajuste do abono/PPR;

 

 

CLÁUSULA QUADRAGÉSSIMA OITAVA: PROGRAMA DE PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS (P.P.R.) ANO DE 2016

Em cumprimento às disposições contidas na Lei 10.101/2.000, convencionam as partes em criar o programa de participação nos resultados, garantindo-se a todos os trabalhadores em empresas de radiodifusão e televisão em atividade em abril de 2017, computando-se para fins de contagem o aviso-prévio ainda que indenizado, a aplicação de um percentual utilizando o salário-base contratado como parâmetro de cálculo. O salário a ser utilizado será aquele devido em maio de 2.017.

Parágrafo 1º - A participação nos resultados será devida da seguinte forma: Empresas estabelecidas na Capital: PPR equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 3.723,00 sendo o valor mínimo de R$ 997,40. Empresas estabelecidas em cidades do interior com mais de 80.000 mil habitantes: PPR equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 2.936,00 sendo o valor mínimo de R$ 772,64; Empresas estabelecidas em cidades do interior com menos de 80.000 mil habitantes: PPR equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 2.206,00 sendo o valor mínimo de R$ 629,00.

Parágrafo 2º - Do pagamento. A verba acima estipulada, será paga em uma única parcela até a folha de pagamento do mês de maio de 2017. Para as empresas que já possuem PPR relativo ao ano de 2016 fica facultado o pagamento da verba prevista na presente cláusula, observando a periodicidade legal para o pagamento do seu PPR interno.

 A- Para os trabalhadores com contrato de trabalho em vigor (ainda que interrompido ou suspenso) no período compreendido entre 01/05/2016 a 30/04/2017, a verba será devida de forma integral e o pagamento se dará em uma única parcela até a folha de pagamento do mês de maio de 2017.

B- Para os trabalhadores admitidos após 01/05/2016 e com contrato de trabalho em vigor (ainda que interrompido ou suspenso) em abril/2017 a verba será devida de forma proporcional, à razão de 1/12 por mês ou fração superior a 15 dias trabalhados e o pagamento se dará em uma única parcela no mês de maio de 2017.

C- Para os trabalhadores demitidos entre 01/05/2016 a 30/04/2017, a verba será devida de forma proporcional, à razão de 1/12 por mês ou fração superior a 15 dias trabalhados e o pagamento se dará em uma única parcela por ocasião da rescisão contratual. Ficando ressalvado o direito das empresas de poderem fazer este pagamento, na época do pagamento exposto no caput deste §, observando assim o critério legal do pagamento do PPR. Nesse caso, será utilizado para fins do pagamento o salário-base do mês da rescisão. Nas hipóteses previstas nos itens “A” e “B” acima para o cumprimento da Meta estabelecida será observada igualmente a proporcionalidade dos meses trabalhados.

Parágrafo 3º – Da Meta Os valores referentes à participação nos resultados acima especificados serão calculados com base na assiduidade do empregado. Para fazer jus ao pagamento previsto no parágrafo primeiro o empregado não poderá se ausentar do serviço sem justificativa, mais de 15 (quinze) dias no período de 12 meses, compreendido entre 01 de maio de 2016 a 30 de abril de 2017.

A- Para as empresas que já possuem programa de participação nos resultados, já implementados fica expressamente vedada a compensação dos valores estabelecidos na presente cláusula, com aqueles preestabelecidos em seus planos, que ficam ratificados. Para possibilitar o fiel cumprimento do presente parágrafo, as empresas enviarão cópia dos instrumentos para a sede do sindicato.

B- Nos termos em que dispõe a legislação em vigor o pagamento previsto na presente cláusula não constituirá base de incidência de nenhum encargo trabalhista ou previdenciário por ser desvinculada da remuneração, não se lhe aplicando o princípio da habitualidade. A tributação, nos termos da legislação em vigor, se dará exclusivamente sobre a verba, separada dos demais rendimentos recebidos no mês.

C- Ficam desobrigadas do cumprimento desta cláusula as entidades sem fins lucrativos que preencham cumulativamente os requisitos previstos no inciso II do § 3º da Lei n.º 10.101/2.000, assim como as empresas estatais considerando-se a definição da própria lei, na forma do artigo 5º da mesma lei. 

CLÁUSULA QUADRAGÉSSIMA NONA: ABONO

As associações e fundações sem fins lucrativos, e as empresas públicas, pagarão a título de abono, que não se incorporará aos salários, a todos os seus empregados abrangidos pelo presente instrumento com contrato de trabalho vigorando (mesmo que interrompido ou suspenso), no mês de abril de 2017, incluindo na contagem do período o aviso-prévio indenizado, a aplicação de um percentual utilizando o salário-base contratado como parâmetro de cálculo. O salário a ser utilizado é aquele devido em maio de 2.017.

Parágrafo1º - O abono contido na presente será devida da seguinte forma: Empresas estabelecidas na Capital: Abono equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 3.723,00 sendo o valor mínimo de R$ 997,40. Empresas estabelecidas em cidades do interior com mais de 80.000 mil habitantes: Abono equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 2.936,00 sendo o valor mínimo de R$ 772,64; Empresas estabelecidas em cidades do interior com menos de 80.000 mil habitantes: Abono equivalente a 50% do salário base limitado a valor máximo de R$ 2.206,00 sendo o valor mínimo de R$ 629,00.

Parágrafo 2º - Do pagamento. A verba acima estipulada, será paga em uma única parcela até a folha de pagamento do mês de maio de 2017. A- Para os trabalhadores com contrato de trabalho em vigor (ainda que interrompido ou suspenso) no período compreendido entre 01/05/2016 a 30/04/2017, a verba será devida de forma integral e o pagamento se dará em uma única parcela até a folha de pagamento do mês de maio de 2017.

B- Para os trabalhadores admitidos após 01/05/2016 e com contrato de trabalho em vigor (ainda que interrompido ou suspenso) em abril/2017 a verba será devida de forma proporcional, à razão de 1/12 por mês ou fração superior a 15 dias trabalhados e o pagamento se dará em uma única parcela no mês de maio de 2017. C- Para os trabalhadores demitidos entre 01/05/2016 a 30/04/2017, a verba será devida de forma proporcional, à razão de 1/12 por mês ou fração superior a 15 dias trabalhados e o pagamento se dará em uma única parcela em rescisão contratual. Nesse caso, será utilizado para fins do pagamento o salário-base do mês da rescisão.

 

Clique nos títulos para ter acesso aos documentos em PDF:

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2016/2018

 

TERMO ADITIVO A CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2.016/2.018

"...CLAUSULA SEGUNDA- Conforme consta da Cláusula Quinquagésima Primeira da CCT de 2.016/2.018 a partir de 01 de maio de 2.017 os salários, pisos salariais e demais clausulas de natureza econômica seriam reajustados pela inflação integral medida pelo INPC. Assim, tendo em vista que o índice em comento já foi publicado no percentual de 3,99% acordam as partes criarem a tabela anexa que passa a fazer parte integrante da presente, a fim de melhor orientar as partes convenentes. ..."

 

 

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Devido aos jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo, na Rússia, a sede do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo, que fica na capital paulista, irá funcionar, excepionalmente, com horários modificados.

No jogo da sexta feira do dia 22 de junho, contra a Costa Rica, às 9h00, a sede da entidade iniciará o expediente a partir das 13h. Já para o dia 27, no jogo contra a Sérvia e que irá ocorrer numa quarta feira, às 15h, o sindicato funciona normalmente no período da manhã, encerrando o expediente ao meio dia. 

 

SERVIÇO

Horário de funcionamento do Sindicato durante a Copa do Mundo nos jogos da Seleção Brasilera, no primeiro Turno:

Dia 22 de junho (sexta feira) a partir das 13h (período da tarde).

Dia 27 de junho (quarta-feira) até às 12h (meio dia) (período da manhã). 

 

 

 

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Foto: reprodução internet  Câmera danificada da equipe de reportagem da EPTV

A diretoria do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo emitiu nota de repúdio às agressões sofridas por equipe de reportagem da EPTV Central, de São Carlos - SP, quando estavam cobrindo a greve dos caminhoneiros no município de Leme/SP.

O episódio aconteceu em uma das passarelas da Rodovia Anhanguera, próximo do km 330, no município de Leme/SP. Segundo informações do portal G1, um operador de câmera e um auxiliar de externas foram os mais agreditos. A jornalista que compunha a equipe conseguiu correr e se abrigar na casa de moradores locais. Foi ela quem chamou a polícia por telefone. Ainda segundo a reportagem, um suspeito foi identificado, ligado ao movimento dos caminhoneiros.

A nota da diretoria segue;

A diretoria do Sindicato dos Radialistas repudia toda forma de violência, principalmente a que ocorreu com os trabalhadores da EPTV de São Carlos na última quarta feira (30), quando fazia cobertura do encerramento da greve dos caminhoneiros no município de Leme/SP. Não é possível admitir que, em pleno século 21, os trabalhadores de empresas de rádio e TV ainda são confundidos como quem determina o conteúdo que vai ser exibido nas empresas de comunicação. É importante salientar, que os movimentos sociais e sindicais, fazem sua luta legítima e suas lideranças devem orientar os movimentos a respeitar outros trabalhadores, que simplesmente fazem a cobertura jornalística dos eventos. A insatisfação pelo tipo de cobertura deve ser dirigida à direção das empresas de comunicação e não aos seus trabalhadores, que não determinam a narrativa dos acontecimentos. Quiçá um dia o país possa ter uma rede de comunicação democrática e que a ética jornalística seja respeitada, para que episódios como esse não aconteçam com trabalhadores de empresas de comunicação, que simplesmente fazem seu trabalho.

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Foto: Jota Reis Na mesa: Sérgio Ipoldo, dos Radialistas e Paulo Zochi, dos Jornalistas

 

Na última quinta-feira (24) radialistas de todo o país realizaram diversas assembleias pelo Brasil.

Os trabalhadores e trabalhadoras de rádio e televisão decidiram fazer um ato nas emissoras e afiliadas da TV Globo. O ato político é por conta do decreto 9.329/18, sancionada pelo presidente Michel Temer, a pedido dos donos de rádio e TV e que desregulamentou a profissão dos radialistas, sem ouvir os trabalhadores e seus representantes e consiste que os trabalhadores no dia 7 de junho utilizem uma peça de roupa na cor preta para simbolizar a indignação e revolta. 

Campanha Salarial

Na assembleia da Campanha Salarial do último sábado (26). A proposta dos radialistas foi ratificada na assembleia conjunta dos radialistas e jornalistas, realizada na sede do Sindicato dos Jornalistas, em São Paulo.

Em São Paulo e em outros estados, que também estão fazendo suas campanhas salariais, o ato também servirá para alertar os trabalhadores para perdas dos direitos, que estão em suas Convenções Coletiva de Trabalho e que os patrões de rádio e televisão estão tentando acabar com eles nas mesas de negociação.

Não se deve esquecer que, tanto o decreto quando as negociações salariais, com todas as categorias de rádio e televisão no Brasil, foram e são comandados pelas organizações Globo de Comunicação.

As organizações Globo de Comunicação é o maior grupo de mídia do país, tem a segunda maior emissora de TV no Mundo, e é um dos maiores monopólios de comunicação do mundo, recebendo mais de 70% de toda verba pública e privada no Brasil. É ela quem comanda as decisões, nas negociações da campanha salarial em todo o país.

Peça de roupa preta

No próximo dia 7 de junho de 2018, uma quinta feira, os trabalhadores de rádio e teve de todo Brasil deverão mostrar sua força união e indignação, comparecendo no trabalho com uma peça de roupa na cor preta e, dessa forma, contribuir para pressionar a direção da empresa de que os trabalhadores podem se mobilizar, de forma mais enérgica se precisar.

 

tem de pagar

Ilustração: Internet -  PPR/Abono salarial tem de ser pago a todos os trabalhadores de empresas de rádio e TV no estado de São Paulo

 

Nos dias 11 e 12 de maio, em assembleias realizadas em diversas cidades do estado, os trabalhadores de empresas de rádio e TV no estado de São Paulo, por unanimidade, aprovaram a contraproposta patronal do PPR/abono de 50% do salário, com base no mínimo e máximo, reajustados pelo percentual de 1,6%.

As cláusulas 48ª e 49ª em seus parágrafos único, estabelece o período de discussão e aprovação dos valores, tendo como limites os meses de março até junho de 2018. Meta cumprida na última rodada de negociação com a apresentação da contra proposta patronal e a aprovação dos trabalhadores nas assembleias.

A determinação do pagamento das cláusulas do PPR/abono, está claro por constarem em Convenção Coletiva de Trabalho, que tem força de Lei e as empresas são obrigadas a cumprir, podendo serem penalizadas pelo descumprimento da CCT.

Acompanhe abaixo como ficou o PPR/abono dos radialistas com índice de reajuste de 1,6% e que deverá ser pago, de uma vez, na folha de pagamento de julho. As empresas estão livres para fazer a antecipação do pagamento devido.

 

PPR/ABONO:

- 50% do Salário Base

 

- Capital                               -      Mínimo R$ 1.013,36

                                                    Máximo R$ 3.782,56

 

- Cidades c/+ de 80 mil   -        Mínimo R$     785,00

                                                   Máximo R$ 2.982,97

 

- Cidades c/ - de 80 mil    -       Mínimo R$     639,06

                                                   Máximo R$ 2.241,29

 

 

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Ilustração: Sindicato dos Jornalistas Cédula do Plebiscito proposto a categoria

 

Com informações Sindicato dos Jornalistas no estado de São Paulo

 

Em recente consulta realizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no estado de São Paulo, os jornalistas de Rádio e TV rejeitaram a proposta patronal para renovação da Convenção Coletiva da Categoria (CCT), que apresentou proposta de reajuste salarial e até aumento real, mas com perdas de direitos históricos da categoria. Foram quase mil trabalhadores que participaram do plebiscito com 77,94% optando pela rejeição. 

O plebiscito foi realizado em diversas redações no estado entre os dias 19/4 e 2/5 com duas perguntas aos jornalistas. Na primeira, os profissionais diziam sim ou não à proposta das empresas. Dos votos, 770 foram para o "não", 218 "sim", e 1 voto em branco. Aqueles que votaram "não" na primeira pergunta se pronunciaram também se eram a favor de manter a contraproposta dos jornalistas, como parâmetro para continuar a campanha salarial: 712 foram a favor, 52 contra, e 6 se abstiveram.

A Campanha Salarial dos jornalistas começou em outubro de 2017 e, desde 15 de dezembro, as empresas insistem numa mesma pauta que desmonta a CCT da categoria. No período, foram dez rodadas de negociações sem avançar devido à intransigência das empresas.

Para a diretoria do Sindicato dos Jornalistas, o resultado da votação reforça aos empresários que os profissionais não dão aval a uma proposta de CCT que piora as condições de trabalho e rebaixa garantias legais, além de retirar direitos garantidos há anos sem que existam contrapartidas.

Próximos passos

O Sindicato dos Jornalistas irá informar o resultado ao sindicato patronal, e propor nova rodada de negociação. Ao mesmo tempo, será organizado uma assembleia conjunta com os Radialistas.

 

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Foto: Divulgação: Trabalhadores da EBC em Rio de Janeiro

 

De forma ilegal, Governo e Direção da EBC querem tornar Agência Brasil e TV Brasil órgãos governamentais e liquidar de vez a comunicação pública

Em mais um ataque à comunicação pública, a direção da Empresa Brasil de Comunicação e representantes do Governo Federal tentam liquidar, de forma ilegal, a possibilidade da empresa pública fazer jornalismo, mudando a finalidade da Agência Brasil e a TV Brasil.

Na reunião do Conselho de Administração nesta segunda (23), Larte Rimoli, presidente da EBC, e Márcio Freitas, Secretário de Comunicação de Temer, apresentaram um novo "realinhamento da estratégia da EBC", um documento que orienta as atividades da empresa pública, com voto contrário do representante dos empregados no Conselho de Administração.

*O governo definiu que uma das estratégias da EBC será o de "fortalecer a comunicação de Estado". O documento ataca diretamente o jornalismo público da emissora, impondo uma "adaptação da Agência Brasil para a comunicação de Estado", passando a "comunicar APENAS notícias de Estado". *

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Foto Divulgação: Trabalhadores da EBC em São Paulo

 

O governo afirma ainda que a "TV Brasil não dispenderá esforços na captação e produção de conteúdos do Estado". Assim liquidar o papel público da emissora, colocando-a refém dos interesses do governo federal, voltando sua programação para o governo, função exclusiva da TV NBR.

A proposta da diretoria da EBC ainda prevê ampliação da terceirização na empresa e o acúmulo de funções pelos empregados.

As mudanças são ilegais já que contrariam a Lei que criou a EBC. A legislação, mesmo que modificada por Temer em 2016, manteve alguns dos dispositivos que garantiam a autonomia da empresa pública. Em seu artigo 2º parágrafo 8º, a Lei da EBC afiram que a empresa deve ter “autonomia em relação ao Governo Federal para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão”.

O Sistema Público de Comunicação é previsto na Constituição Federal, como complementar ao sistema ESTATAL e privado. A comunicação dos poderes de Estado, ou o sistema Estatal, já é realizada pelas emissoras próprias do Legislativo, do Judiciário e do Executivo, que no caso desse último, é operado pela EBC como prestação de serviços, através da NBR e da Voz do Brasil.

Essa possibilidade de prestação de serviços de radiodifusão para o Governo Federal pela EBC, mesmo que previsto em Lei, tem dentro da própria empresa sua distinção dos veículos públicos. Existe um setor específico para isso, a EBC Serviços, que mantém, desde a criação da EBC em 2008, contratos de prestação de serviço com a Secom/PR para a manutenção da TV NBR - Canal do Governo Federal e a programação do executivo na Voz do Brasil, além do serviço de publicidade legal.

Essa prestação de serviços já gerou e gera inúmeros problemas na autonomia da empresa, que tem parte dos seus recursos vinculados à Secretaria de Comunicação do Governo Federal. Mas modificar o papel dos veículos públicos que deveriam levar conhecimento crítico ao cidadão passando a apenas "comunicar atos do Estado" é mais um ataque ao direito à informação da sociedade brasileira.

 

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Foto Divulgação: Trabalhadores da EBC em Brasília

 

No final de 2017, a direção da empresa já havia modificado a “visão” institucional da EBC, retirando a referência à “comunicação pública” do objetivo futuro da empresa. Em 2016, a empresa pública já sofria com a interferência do Governo Temer, que destituiu o ex-presidente da EBC que detinha um mandato de 4 anos e a cassou todo o Conselho Curador, através de uma Medida Provisória, atentando contra a autonomia da comunicação pública. Desde então, a EBC sofre com fortes cortes orçamentários, denúncias de censura na redação dos veículos públicos e perseguições a jornalistas e radialistas.

A experiência de comunicação pública brasileira que completou 10 anos neste ano está sendo alvejada e cabe aos trabalhadores e trabalhadoras junto com a sociedade brasileira defendê-la. Não calarão a nossa voz, vamos resistir com a nossa missão de ter mais pluralidade e diversidade de informação e opinião, principalmente agora no momento que o Brasil mais precisa.

Sindicato dos Jornalistas de SP, RJ e DF

Sindicato dos Radialistas de SP, RJ e DF

RedeTV logo 

Com informações Sindicato dos Jornalistas de SP

Emaranhados numa negociação difícil com o patronal os Jornalistas estão diante de um dilema, que pode decidir para o bem ou para o mal, o horizonte  manutenção de seus direitos para a categoria. Cientes desse desafio os jornalistas da Rede TV! lançaram uma carta aberta aos companheiros da categoria alertando o risco da assinatura da convenção coletiva de Trabalho da categoria se abrirem mão de direitos históricos da categoria. 

A Campanha Salarial dos jornalistas de Rádio e TV prossegue com a realização de plebiscito  com os trabalhadores do setor até o próximo dia 2 de maio. Diante da perda de direitos que as empresas querem impor para fechar a Convenção Coletiva, os profissionais da Rede TV alertam aos demais colegas da categoria para os riscos da mudança no banco de horas, caso a proposta patronal seja aprovada na consulta.

A antiga redação da cláusula na Convenção Coletiva garante o pagamento de horas extras para jornada acima de cinco de horas, mas os patrões querem mudar e apresentaram uma nova redação que dá margem para que as empresas não façam qualquer pagamento a partir da sexta hora trabalhada. Além de ficar sem receber, os profissionais terão as horas compensadas em até seis meses. 

Caso a proposta dos empresários seja aprovada no plebiscito, o salário dos jornalistas da Rede TV será reduzido em até 43% e o mesmo poderá ocorrer com profissionais de outras empresas, alertam os trabalhadores e trabalhadoras da emissora. Confira a carta na íntegra:

 

"Carta dos jornalistas da Rede TV à categoria

Sobre a possibilidade de redução nos nossos salários a quase a metade do que é hoje!

Muitos de nós da Rede TV tivemos a oportunidade de discutir longamente os impactos negativos das mudanças propostas pelas empresas na Convenção Coletiva. Uma dessas modificações, sobre as horas extras, pode nos impactar profundamente de maneira imediata, e ao resto da categoria em seguida.

Como era na Convenção passada? A 6a e a 7ª hora diária eram obrigatoriamente pagas no final do mês, independentemente do contrato do jornalista.

Nós, que somos na maioria contratados por uma jornada de 5 horas, trabalhamos todos os dias pelo menos 7 horas. Recebemos todo mês entre 48 e 54 horas extras - pagas - e os nossos vencimentos na prática equivalem aos salários de quem tem jornada contratada de 7 horas.

A mudança que as empresas querem impor: que a 6ª e a 7ª hora possam integrar o banco de horas. Qual é o impacto imediato? Para nós e para outros colegas da categoria, significa a possibilidade de, nos próximos meses, termos uma redução de até 43% nos nossos vencimentos!

A empresa vai conseguir garantir a produção com os jornalistas compensando todas essas horas? Dificilmente. Mas não é exatamente disso que se trata. A questão é a ameaça sobre nossas cabeças de que uma parte (maior ou menor) dessas horas não seja paga.

Outro problema grave é que as empresas teriam um prazo folgado, de até 6 meses, para pagar algumas dessas horas extras – se é que vamos receber por elas.  Além disso, essas horas terão um valor menor: quando pagas no mesmo mês, a 6ª hora tem o adicional de 75% e a 7ª hora tem 100%. Uma vez que sejam integradas no banco de horas, aquilo que não for compensado ao final dos 6 meses é pago com adicional de 55%. Daí porque dizemos que haverá redução imediata de renda!

Em quantas grandes empresas do nosso setor os jornalistas não conseguem acompanhar se estão realmente folgando ou recebendo todas as horas que lhes são devidas? Isso na forma atual do banco de horas: com limite de 21 horas no mês, pagas em até 2 meses. Imagina quando não houver limites e o prazo for de 6 meses?!

ESSE PROBLEMA NÃO É SÓ DA REDE TV! É de boa parte dos jornalistas contratados por 5 horas em pequenas empresas espalhadas pelo estado e é, também, de todos os colegas que hoje são contratados por 7 horas! Por quê? Porque, com essas alterações na Convenção Coletiva, as empresas poderão demitir e contratar funcionários por um novo padrão que apresenta custos menores. Por isso, é o emprego de todos e todas que estará em risco!

O que vivenciamos agora é o que pode acontecer com o conjunto dos colegas futuramente. Na Rede TV já passamos por um processo em que as contratações eram de 7 horas e mudaram para 5 horas, o que nos coloca agora nessa situação diante da proposta patronal.

IMPORTANTE! As empresas só poderão fazer essas mudanças, sem perigo de serem questionadas na Justiça, se a maioria da nossa categoria decidir que o Sindicato dos Jornalistas deve assinar essa proposta.

Repetindo: se a nossa categoria aceitar essas condições, será infinitamente mais difícil lutar contra isso, seja por meios sindicais ou por meios jurídicos.

Alguns empresário ou diretores de redação têm ameaçado empregados com a perda da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), por exemplo, caso não aceitem a proposta patronal de Convenção Coletiva, mas é imprescindível entender que não há PLR que compense a perda salarial que isso representa, ou mesmo a perda do emprego!

Por isso é que estamos enviando esta carta, para dialogar com todos os colegas sobre a necessidade de votar “não” nesta proposta patronal  - seja por solidariedade a uma parte significativa da nossa categoria, seja por preocupação com o futuro imediato de cada um - e para seguir discutindo os caminhos para garantir nossos direitos coletivos.

Osasco, 19 de abril de 2018

Jornalistas da Rede TV"

 

 

 

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Foto: Ronaldo Werneck   Sérgio Ipoldo (microfone na mão) é diretor coordenador do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo

Com informações FITERT

Nesta segunda e terça feira dirigentes dos Sindicatos dos Radialistas de quase todo Brasil, se reúnem, junto a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (FITERT), em Brasília/DF, para discutir ações em defesa da Lei do Radialista. Representando os radialistas de São Paulo irá Sérgio Ipoldo, que é diretor coordenador do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo.

A reunião se faz necessária devido a promulgação de uma Lei, realizada sorrateiramente pelo governo Temer,  que mexe com o quadro anexo das funções dos Radialistas. Na prática reduzindo as 94 funções regulamentadas para apenas 25.

A expectativa é que os dirigentes, presentes na reunião da FITERT, tirem encaminhamentos para impedir que a Lei do Radialista seja alterada da forma como está.

 

 

Nota de repudio e indignao prof analise 1200x660

 

Mais uma vez, o gerente-executivo da Agência Brasil, Alberto Coura, usa o e-mail corporativo da empresa para desferir ataques e ofensas a profissionais subordinados a ele. Desta vez, de forma leviana e inapropriada, Alberto Coura agrediu publicamente a repórter Isabela Vieira pelo simples fato de a profissional ter questionado a qualidade do último Boletim da Ouvidoria.

Em tom de desprezo à opiniões contrárias, o gerente-executivo tentou desqualificar a trajetória de mais de dez anos da profissional reconhecida por sua competência técnica dentro e fora da EBC e se pôs a humilhá-la em e-mail endereçado a todos os profissionais do setor.

Indicação do Diretor de Jornalismo, Lourival Macedo, Alberto Coura tem marcado sua gestão à frente da Agência Brasil pelo autoritarismo, pela falta de diálogo e por episódios como esses, de ataques e perseguições a profissionais do setor e a lideranças dos trabalhadores. Importante destacar que Isabela Vieira é também representante dos trabalhadores no Conselho de Administração e tem feito questionamentos importantes à Diretoria de Jornalismo, como forma de elevar a qualidade do setor.

Já o gerente Alberto Coura tem pautado sua atuação no cargo pelo proselitismo político e pelo desrespeito às normais de jornalismo da EBC. Partiu dele a ordem para que a Agência Brasil publicasse menos matérias sobre o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, por considerar o tema “repetitivo” e “cansativo”, além de censurar reportagens sobre a intervenção federal.

O cenário de assédio moral é sistêmico na EBC e causa prejuízo aos cofres públicos, com ações na Justiça e licenças médicas. Rebaixam mais ainda a gestão do jornalista Laerte Rímoli, presidente da EBC, atolado de denúncias. Há poucas semanas, veio a público um assessor de Rímoli, o único entre os mais 2 mil empregados da EBC, com autorização para “trabalhar de casa”. A gestão age com autoritarismo ao mesmo tempo em que beneficia amigos nos cargos mais altos com “condições especiais”.

Diante disso, e em solidariedade à Isabela Vieira e a todos os empregados lotados na Agência Brasil, a Comissão de Empregados e os sindicatos dos jornalistas do Rio de Janeiro , Distrito Federal, e São Paulo consideram a manutenção de Alberto Coura no cargo uma afronta e uma demonstração de total falta de compromisso da direção da EBC com um ambiente de trabalho harmônico e de bem-estar dos empregados. A permanência dele é uma afronta também ao Código de Ética da própria empresa e demais normas internas.

Comissão de Empregados da EBC
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo
Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro
Sindicato dos Radialistas de São Paulo
Representação dos Trabalhadores no Conselho de Administração da EBC

 

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Nota de Repúdio

 

Nos últimos dias acompanhamos estarrecidos a violência praticada por manifestantes contra os trabalhadores de empresas de Rádio e TV, que faziam a cobertura jornalística do desenrolar da prisão do ex- presidente Lula.

 

Sabemos que os meios de comunicação, como extensão de um instrumento de criação de valores e dominação ideológica, têm preferências políticas e interesses econômicos, muitas vezes divergentes de determinados grupos políticos. A postura desses veículos, ao fazerem cobertura jornalística enviesada, e que se enquadram dentro de seu escopo de interesses, desperta antipatia de seguimentos da sociedade contrários ao tipo de cobertura jornalística dispensada, muitas vezes da realidade dos fatos.

 

Não justifica a violência contra os trabalhadores, por posturas questionáveis por parte da direção das empresas de Rádio e TV. Os trabalhadores tão somente seguem ordens profissionais de desempenharem suas funções, portanto, estão alheios ao direcionamento que o jornalismo de cada emissora opta.

 

É necessário que as lideranças desses grupos políticos orientem sua militância a não atacarem os trabalhadores, que estão apenas no seu exercício profissional.

 

A diretoria do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo repudia a violência praticada contra os radialistas no último final de semana. É imperativo afirmar que a violência contra os profissionais não contribui para mudança do tipo de cobertura que as emissora praticam. Primeiro porque a direção das empresas de Rádio e TV não enxergam os trabalhadores com o devido valor a ponto de não fornecerem materiais de proteção e, segundo, que a luta pela regulação da mídia e pela democratização dos meios de comunicação é uma luta travada com o compromisso de respeito e valorização desses profissionais.

 

Diretoria do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo.