Dia Internacional da Mulher, história e significado

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Ilustração: Latuff pelo NPC

A versão das 129 mulheres queimadas vivas em Nova Iorque em meados do século 19 tem sido amplamente divulgada como a origem do 8 de março. No entanto, é importante lembrar que, apesar de muitas greves de mulheres ocorridas nos Estados Unidos, a data foi fixada a partir de um episódio ocorrido na Rússia em 1917, considerado o estopim da Revolução. Logo, o 8 de março tem uma origem socialista.

 

Com informações do NPC e Brasil de Fato

História

Embora essa seja a narrativa das mulheres queimadas seja a mais conhecida, quando se fala sobre a origem da data comemorativa, ela não é verdadeira.

O primeiro registro remete a 1910. Durante a II Conferência Internacional das Mulheres em Copenhague, na Dinamarca, Clara Zetkin, feminista marxista alemã, propôs que as trabalhadoras de todos os países organizassem um dia especial das mulheres, cujo primeiro objetivo seria promover o direito ao voto feminino. A reivindicação também inflamava feministas de outros países, como Estados Unidos e Reino Unido.

No ano seguinte, em 25 de março, ocorreu um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York, que matou 146 trabalhadores -- incluindo 125 mulheres, em sua maioria mulheres imigrantes judias e italianas, entre 13 e 23 anos. A tragédia fez com que a luta das mulheres operárias estadunidenses, coordenada pelo histórico sindicato International Ladies' Garment Workers' Union (em português, União Internacional de Mulheres da Indústria Têxtil), crescesse ainda mais, em defesa de condições dignas de trabalho.

As russas soviéticastambém tiveram um papel central no estabelecimento do 8 de março como data comemorativa e de lutas. Por “Pão e paz”, no dia 8 de março, no calendário ocidental, e 23 de fevereiro no calendário russo, mulheres tecelãs e mulheres familiares de soldados do exército tomaram as ruas de Petrogrado (hoje São Petersburgo). De fábrica em fábrica, elas convocaram o operariado russo contra a monarquia e pelo fim da participação da Rússia na I Guerra Mundial. 

Mulheres Radialistas

Na categoria dos Radialistas não há pesquisa que percentue sua participação, mas estão presentes em grande parte no setor administrativo, produção e de apoio como copa e limpeza das emissoras de Rádio e TV. Reconhecer sua atuação profissional obriga todos nós a tentar identificar demandas das quais há carência para essas trabalhadoras.

Ao longo dos anos, tradicionamente, as mulheres assumem a responsabilidade do cuidado e educação de seus filhos, o que fez com que os radialistas, através de seu Sindicato, conseguissem garantir o benefício da creche ou valor em dinheiro, para o mesmo objetivo  assim seus filhos tenham onde ficar, com retorno delas ao trabalho. É pouco, mas foi um avanço, com essa condição de tentar enxergar demandas para as trabalhadoras radialistas.

Maior participação

Nas instâncias de participação deliberativas do Sidnicato dos Radialistas como assembleias, encontros e congressos, é uma busca constante para participação das radialistas. Somente com participação delas a categoria, como um todo, poderá construir políticas próprias de lutas e direitos, para suprir suas demandas que nem sempre os radialistas do sexo masculino conseguem perceber.