Patrões de Rádio e TV se negam a negociar Convenção Coletiva de Trabalho da categoria há 4 anos

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Sindicato dos Radialistas entregou a proposta de Convenção Coletiva de Trabalho – CCT em fevereiro e até agora o os patrões só deram desculpas para começar a negociar.

 

Os patrões de rádio e televisão não reconhecem o  trabalho do radialista e nem valoriza o seu esforço, ainda mais neste momento de Pandemia. Por ser considerado serviço essencial, os radialistas não pararam e nem sequer tiveram suas jornadas reduzidas. Pelo contrário; tem de se desdobrarem ainda mais para suprir a ausência dos que são do grupo de risco. Além disso muitos radialistas enfrentam o risco de contaminação nos transportes públicos todos os dias.

Os Radialistas passaram a fazer parte do serviço essencial através de decreto do Bolsonaro a pedido dos donos de Rádio e TV, pois pela Constituição Brasileira, os trabalhadores de Rádio e TV não são enquadrados como serviço essencial.

A resposta dos patrões aos nossos esforços até agora foi um sonoro não as nossas reivindicações. Não ao reajuste salarial, não ao PLR, não as horas-extras, não ao quinquênio e não a todas as cláusulas sociais.

Não houve acordo até o momento por culpa exclusiva dos patrões, que aproveitam do momento de Pandemia para não fechar a Convenção Coletiva de Trabalho. As empresas não pararam e continuam faturando muito e foram até favorecidas com as Medidas Provisórias do governo Bolsonaro com a Pandemia.

Plenária Virtual

Próxima quinta-feira (29) será realizada uma plenária virtual, às 19h,  com os radialistas de todo estado de São Paulo para discutirmos nossa organização nessa Campanha Salarial/2021. A plenária deverá ter a participação virtual dos radialistas no estado de São Paulo devido a Pandemia.

Fundo dos desempregados

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Muitos trabalhadores não sabem, mas em nossa categoria há um fundo dos desempregados, criado pela categoria há 17 anos. Nele os radialistas conscientes contribuem com o valor de R$ 4,00, que é destinado ao amparo de companheiros desempregados.

Apesar de haver solidariedade de muitos companheiros da categoria, muitos radialistas não estão contribuindo. Ora, por estímulo do RH das empresas, que induzem os trabalhadores a não formalizarem sua adesão, pois acreditam que esse valor vai para o caixa da entidade. E não vai. Ora por falta de consciência do próprio trabalhador, pois não acredita na importância dessa contribuição financeira, mesmo sendo irrisória. Ela ajudou e ajuda muitos companheiros que se encontravam em situação de fragilidade econômica e até desespero.

O fundo dos desempregados é administrado pelo Sindicato, tão somente para assistência social aos radialistas necessitados, que estejam dentro de critérios discutido e estabelecido pela categoria, em assembleias, para aquisição de cestas-básicas, vale-transporte, para procura de emprego e cursos de qualificação e requalificação, além de outras deliberações discutidas em assembleia com os trabalhadores. 

O Fundo dos Desempregados não faz parte do caixa financeiro da entidade. É um recurso à parte, com finalidade estabelecida pela categoria.

Fundo dos Desempregados Abril/2020 - Março/2021

921 Cestas Básicas entregues

223 radialistas beneficiados

Total gastos R$ 261.285,18

24 Cursos de qualificação pagos

Total de gastos R$ 63.092,86

 

Critérios para utilização do Fundo

Para ter acesso ao fundo dos desempregados, o trabalhador, necessariamente, deve pertencer a categoria dos Radialistas e comprovar que está desempregado, além de preencher um cadastro, caso ainda não esteja cadastrado, como formalização de solicitação ao Fundo dos Desempregados.

Pandemia

Durante a Pandemia, na capital, está sendo distribuído mensalmente uma cesta básica por trabalhador, mas a partir de julho, trabalhadores que não contribuíram com o fundo dos desempregados poderão ter acesso a cesta básica apenas em meses alternados. Ou seja, mês sim e mês não. Quem contribuiu com o fundo dos desempregados e esteja dentro dos critérios terá o fornecimento regular, conforme critério estabelecido pela categoria.